Os riscos da distração ao volante

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Conheça os perigos ocultos por trás da chamada direção distraída.

Comer ou beber ao volante aumenta em 80% os riscos de um acidente.

Embora seja a bola da vez, o celular não é o único vilão que provoca a distração ao volante. Mesmo sem perceber, praticamente todos os motoristas perdem a atenção em algum momento enquanto dirige. Seja para mudar a sintonia do rádio, para consultar o navegador ou para conversar com o passageiro.

Saber como a distração ao volante pode ser evitada é o primeiro passo para desenvolver um comportamento mais seguro no trânsito. “É possível impedir quase todos os acidentes causados por distração”, afirma Robson Jardim, supervisor de operações do Campo de Provas da Ford, em Tatuí (SP). “Por isso, é importante conhecer as diferentes formas da chamada direção distraída e dos perigos ocultos que elas representam.”

A direção distraída se enquadra em três categorias:

  1. Distração mental: é qualquer atividade que tire a concentração do motorista da via, desde conversar com passageiros até se perder no pensamento enquanto ouve uma música no rádio.
  2. Distração visual: ocorre quando o motorista desvia o foco da estrada para se fixar em outra coisa, como olhar o telefone, monitorar os filhos ou observar algo que está acontecendo fora do automóvel.
  3. Distração manual: ocasião em que o motorista tira uma ou as duas mãos do volante para, por exemplo, se pentear, ajustar o GPS ou buscar algo na bolsa ou no porta-luvas.

As mensagens de texto são especialmente perigosas porque combinam os três tipos de distração ao volante. Segundo especialistas, elas dobram a chance de causar um acidente. Mas há outras situações de risco também frequentes que os motoristas provavelmente nem percebem. As principais são:

Sonhar acordado: parece mentira, mas sonhar acordado é a forma mais comum de distração ao volante e também uma das mais perigosas. Um estudo feito nos Estados Unidos revelou que, de todos os acidentes atribuídos à direção distraída, 62% foram causados por devaneios – cinco vezes mais que os acarretados por conversas ou mensagens de texto no celular.

Comer ou beber: comer ou bebe ao volante é a combinação dos três tipos de distração e aumenta em até 80% as chances de um acidente. Com o risco adicional de derramar bebida no colo – o que igualmente tira a atenção do motorista.

Estar com raiva ou triste: dirigir em estado emocional alterado aumenta em dez vezes a chance de sofrer um acidente. Relaxar, adiar a saída ou optar por outros meios de transporte são boas alternativas.

Além da educação e conscientização dos motoristas, já existem tecnologias de assistência presentes nos automóveis que ajudam a evitar acidentes, como a assistência autônoma de frenagem com detecção de pedestres. Operado por radar e câmeras, o recurso atua ao identificar ameaça de colisão freando carro ou minimizando os impactos de uma colisão.

 

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Crédito: Art-Of-Photo/iStockphoto

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