Cinto de segurança requer manutenção

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O próprio usuário pode evitar vícios para garantir a durabilidade do cinto.

O passageiro deve destravar o conjunto devagar e segurando a fita.

Motorista e passageiros se acomodam no carro, afivelam o cinto de segurança, ligam o veículo e partem para o destino. Muitas vezes, só se lembram que estão usando o cinto se ele for acionado em freadas bruscas ou em situações de emergência. Na maioria dos casos, esse é o único momento de “interação” entre os ocupantes e o equipamento de proteção.

Item obrigatório no Brasil desde 1997, o cinto de segurança nem sempre é tratado com a devida atenção. O coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), Alessandro Rubio, garante que se trata do dispositivo de segurança mais importante do automóvel. “O cinto de segurança evita muitos acidentes fatais ao reter o ocupante dentro do veículo”, explica.

Os cintos mais modernos possuem o sistema de pré-tensionamento. Além de impedir que o passageiro seja projetado para frente ou arremessado para fora do carro, eles “percebem” a desaceleração drástica do carro e enrolam o cinto antes do impacto, prendendo o ocupante contra o banco com mais eficiência. Isso aumenta a distância da pessoa em relação ao painel e abre mais espaço para o iminente acionamento do airbag.

O que pouca gente sabe, porém, é que o uso no dia a dia causa desgaste no cinto de segurança. Por isso, ele requer manutenção para que a eficiência não diminua.

O próprio usuário pode ajudar na manutenção, garantindo a durabilidade do cinto. Basta não cometer alguns vícios, como soltar a trava sem segurar a fita. Se o cinto se retrair bruscamente na posição incorreta, ele ficará retorcido e acabará danificando sua estrutura.

O cinto de segurança foi projetado para proteger pessoas e não cargas ou animais. Portanto, prender caixas, o pet de estimação ou outros objetos provocará desgaste acima da normal do conjunto.

Alessandro Rubio recomenda que o cinto de segurança deve ser substituído depois de um acidente sério, quando o equipamento é exigido ao extremo. “É arriscado reaproveitá-lo depois de uma colisão mais forte, principalmente os dotados de pré-tensionador”, ressalta.

 

Crédito: zhudifeng/iStockphto

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