Avaliação: Renault Kwid Outsider

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Versão aventureira do compacto é descolada e tem mais equipamentos.

Na frente, os faróis de neblina são contornados por molduras pretas.

Esqueça aquele Renault Kwid que, no início de sua existência no Brasil, em 2017, precisou tirar o pé do acelerador na produção para resolver problemas nos freios. As deficiências foram corrigidas e o compacto engrenou de vez. De janeiro a julho, vendeu 48.590 unidades, tornando-se o quinto automóvel 0 km mais emplacado no país.

Os números permitem a Renault sonhar mais alto com o Kwid. Tanto que a marca francesa lançou a versão aventureira Outsider, a topo de linha, por R$ 43.990.

Na parte técnica o Kwid Outsider mantém o motor das demais versões (Life, Zen e Intense): 1.0 flex, 12V, três cilindros de 70 cv de potência a 5.500 rpm e torque de 9,8 kgfm a 4.250 rpm. O câmbio é manual de cinco velocidades. Com esse conjunto, o carro mostra-se ágil e com boa retomada de velocidade.

Os motores de três cilindros costumam apresentar certa aspereza no funcionamento e essa característica parece mais marcante no Kwid Outsider. Não chega a incomodar, mas quem não está acostumado pode achar que ele tem algum problema.

E, por incrível que pareça, ele rateia um pouco na partida a frio de manhã, quando está abastecido com etanol. Trata-se de uma limitação há muito tempo inexistente na maioria dos automóveis.

Segundo a Renault, o Kwid Outsider faz 9,6 km/l na cidade e 10 km/l na estrada com etanol, médias que sobem, respectivamente, para 14,1 km/l e 14,4 km/l com gasolina. Com etanol e em trajetos mistos, o compacto registrou 11 km/l durante avaliação da AUTOLINE.

Com aspecto mais robusto, ele tem frisos protetores nas laterais.

Pegamos bons trechos rodoviários, mas o Kwid Outsider é prioritariamente urbano. Leva bem quatro pessoas e o porta-malas de 290 litros não comporta muita bagagem de uma viagem. Não se deve exigir mais de um compacto com suas dimensões: 3,68 m de comprimento, 1,58 m de largura, 1,47 m de altura e 2,42 m de distância entre-eixos.

O sobrenome Outsider sugere um carro descolado e ele realmente é, graças aos acessórios incorporados no design e na parte de dentro. Ele tem barras de teto, skis cromados dianteiro e traseiro, barras de proteção lateral, moldura dos faróis de neblina e calotas em preto brilhante, que se assemelham a rodas esportivas. Nas laterais, frisos emborrachados protegem as portas de pequenas batidas.

O Kwid Outsider não tem espaço interno abundante, mas o bem-estar a bordo é garantido pela posição de dirigir, pelo acabamento mais refinado (com detalhes em laranja por todos os lados) e pela nova central Media Evolution, compatível com Android Auto e Apple CarPlay e que reproduz aplicativos como Waze e Spotify.

No painel de instrumentos há dois itens bastante úteis: o de troca de marchas (que mostra o momento certo de fazer a mudança) e o que indica se o motorista dirige de modo econômico. Quanto mais verde, menos combustível o Outsider está consumindo. Com esses dois aliados, só gasta mais gasolina ou etanol quem quer.

 

Fotos

Créditos – Divulgação/Renault

4 Replies to “Avaliação: Renault Kwid Outsider”

  1. Luis Candido disse:

    Não tem estabilidade acima de 90 km/h.
    Ruim pa k7
    Pastilhas de freio duram 15 mil kms. Péssimo.

  2. Barroso disse:

    Motor fraco. Por que não usam o excelente 1.0 do Sandero/Logan que são muito mais fortes ?????!!!!!
    Esse motor não tem comando de válvulas variável . Muito fraco

    • Lígia disse:

      Talvez pq seja um carro projetado pra ser econômico, talvez pq seja um carro urbano, um carro projetado pra andar na cidade. Ele é um compacto, amigo. Não dá pra exigir muita coisa de um carro desses, tanto prova que a versão mais top dele continua com o mesmo motor dos outros modelos.

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